quinta-feira, 15 de maio de 2008

Feira (roupinhas de bebê baratas)

Dei uma passada na Expo Bebê, a feira de bebê e gestantes que acontece de tempos em tempos aqui no Rio. Tem muita coisa de qualidade e, realmente, alguns preços compensam.



Carrinhos de bebê e outras big tralhas

Quando eu estava grávida e nós compramos o enxoval nessa feira, fiquei com a impressão de que as coisas “grandes” (carrinho, banheira, cadeira de refeições, etc) tinham preços mais ou menos equivalentes aos que encontramos nas “boas casas do ramo” ou nos sites. Claro que há opções baratérrimas, mas aí também mora o perigo: como a feira é imensa, há muita variedade de produtos e é fácil se enganar com a qualidade. O famoso barato que sai caro.

Portanto, a minha dica para as compras maiores é pesquisar a opinião dos usuários antes de investir em qualquer coisa. Dê uma volta na pracinha e observe os carrinhos de bebê; não se constranja em abordar uma mãe com questões sobre praticidade, conforto, portabilidade. Se você está grávida, aproveite! Todo mundo gosta de ajudar mulher grávida, conta pontos. Hoho.

Se você for meio acanhada - como eu -, vá aos fóruns da internet. Mas é sempre melhor ver de perto.

O grande problema dos carrinhos de bebê – e seus acessórios - é o sistema de fechamento. E isso você só consegue descobrir depois de usar o produto no dia-a-dia. Na loja, o vendedor faz aquela espécie de ginástica demonstrativa e vai dando o texto:

- Aqui é só fazer assim, aperte, puxe, clic, cloc, e pronto!

Quando você vê, o carrinho está encolhido a ponto de quase caber no bolso.

Soma-se a isso o fato de você estar exausta, esbaforida e acalorada no meio daquela multidão de barrigas e cotovelos espetando indiretas como: “sai da frente, vai ficar o dia todo aí?”.

Acaba correndo o risco de levar uma geringonça cujo design é um espetáculo - inversamente proporcional ao prazer que proporciona, mas isso você só terá chance de descobrir quando estiver chovendo, o salto quebrar, a criança chorar, o porta-malas não abrir e... Táxi com chuva, onde você já viu?

Roupinhas de bebê

Comprar roupinhas de bebê na feira pode ser muito proveitoso. Tem ofertas aos montes, é só ter calma para separar o joio do trigo.

Minha superdica (e não é jabá!) é essa loja chamada D’Bella For Baby. É a segunda vez que chego à feira e vou direto procurar o estande delas, e acabo comprando 70% do que preciso lá. O show room é em São Paulo.



A qualidade é claramente superior e você encontra ótimos preços; melhor ainda se comprar na estante de “últimas peças”, uma verdadeira pechincha. Claro que não é tão barato quanto aquelas malhas vagabundinhas que vendem de “balaio”, e que até servem para o bebê bater no dia-a-dia, mas a gente sabe que logo ficarão feiosinhas. No entanto, a diferença de preço nem é tão grande se você comparar os padrões.

Nessa loja eles trabalham com peças bordadas “na tradicional máquina de bordar de joelheira”, informa o site. São figuras coloridas lindinhas, que depois são recortadas à mão e aplicadas nas roupas de algodão. Os apliques ainda recebem uma plastificação; isso impede que desfiem após as lavagens.

Infelizmente, o site não faz jus ao capricho das peças. Há poucas fotos dos produtos, tudo meio de longe. Depois vou tirar fotos das roupinhas que eu comprei e colocar aqui para vocês verem.

Essa foto que eu tirei lá do estande ficou tremida, mas dá para ter uma idéia nesse primeiro macaquinho (com casaco) azul, e também no lilás. Aqueles quadradinhos são as tais aplicações bordadas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Expo Bebê e Gestante

Queridas,

a feira de roupinhas de bebê baratas começa amanhã na Barra e vai até dia 18.
Vamos?

Vai ser no Rialta - Av. das Américas, 9.650. Para quem vai em direção ao Recreio, é logo depois do hospital Rio Mar.

PS: Essa data já é uma remarcação; a justiça impediu a edição anterior com base numa ação movida pelo sindicato dos lojistas alegando concorrência desleal. Portanto, antes de sair de casa eu ainda vou dar uma última confirmada.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Exames de bebê

Exames de rotina: urina e fezes

Foi a nossa primeira vez. As fezes são mais fáceis, você só colhe o material na fralda, põe no copinho coletor e leva ao laboratório. A urina é um pouco mais chatinha, já que é preciso levar o bebê ao laboratório. Lá, uma funcionária põe um saquinho plástico dentro da fralda (tem uma cola que vai na virilha para não vasar), e aí é só esperar. No nosso caso, esperar muito.

Papai e mamãe deixaram para almoçar depois do laboratório. Roxos de fome, e ela nada.

- Mais um pouco de água, filha?

Ela bebia um gole e logo se distraía com os brinquedos. E nada do xixi. Passou meia hora. Quarenta minutos. Recebemos um pacotinho “Kids” com lanchinho. Detonei os biscoitos salgados. Fiquei de olho nos doces, mas tive idéia melhor.

- Vamos dar os doces para ela! Dá sede. Vai beber água e fazer xixi.

Comeu os biscoitos, bebeu meia mamadeira de água. Passou uma hora, zero xixi.

- Depois de uma hora nós precisamos substituir o saquinho – avisou a moça simpática.

Pronto, venceu o saquinho. Tira o saco, bota outro saco. Fome, fome. Cheguei bem perto dela, como quem não quer nada e...

- Sssshhhhhhhh!!! Ssshhhhhhh!!!

- Que é isso?

- Barulho de cachoeira. Tiro e queda. Ssshhhhh!

Necas.

Uma hora e meia depois, urinou lindamente e pudemos deixar o recinto.

Almoçamos, cada qual um boi.

***

Recomendo o Laboratório Lâmina para exames de bebê. Algumas unidades, como essa de Botafogo, têm uma área pediátrica (Lâmina Kids) com atendentes muito gentis que lidam com as crianças. Para distraí-las, um parquinho todo decorado e divertido, cheio de brinquedos, coisas penduradas pelas paredes e uma pequena TV passando desenhos num volume muito agradável. Nota mil.



Para os papais, cafezinho e pufes.

Os resultados dos exames EAS e parasitológico saem no dia seguinte. Não precisa marcar hora.

As outras unidades com ambiente pediátrico são: Aropador, Barrashopping, Ipanema e Niteóri (Icaraí).

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Promoção Dia das Mães

Recebo promoção por e-mail: "deixe sua mãe mais bonita com perfumes, maquiagem e muito mais".

Caríssimos, o negócio é o seguinte. Do jeito que está, já dizem que ela parece minha irmã. Se consigo fazê-la ainda mais bonita, são capazes de dizer que parece minha filha!

Compensa, não.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Caixa dosadora de leite em pó

Da série: Bugigangas! Não vivo sem.

Distraída, descobri por acaso, nas Americanas da vida, essa tal caixinha dosadora de leite em pó (o nome veio através do Google, eu não fazia a menor idéia). Estava lá, num balaio enorme, e custava cerca de R$ 2,00. Achei curioso e me encantei de primeira, é realmente muito prático!



Tem três compartimentos separados. A tampa você gira, e direciona sua (única) abertura para o compartimento que desejar. Daí é só virar o pó dentro da mamadeira com água e está pronta a refeição.

Descobri um pouco antes da viagem, e foi o melhor negócio. No avião, no hotel, em todo lugar - facilita muito a nossa vida. Deixar as coisas prontas com antecedência é sempre bom quando se tem um bebê faminto nos braços.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Vendo poesia usada, motivo: botas novas

Filhota

O dia das mães se aproxima
E eu vi um par de botas na vitrine

(Uau! Só digo isso)

Mas você hoje me deu um abraço
Está bem, eu pedi
Está bem, quase implorei!

Mas você, você, vocezinha
Com esse seu um ano e pouquinho e só
Como poderia entender?

(Marrom, de cano alto, bico redondo)

Quando vi - e eu nunca tinha visto antes
Você veio vindo com os dois bracinhos
E se enroscou no meu pescoço, assim
Deitou o rosto no meu ombro, assim

(Pareciam tão confortáveis, eu andaria quilômetros com aquelas botas!)

E o melhor de tudo:
Você era, minha filha,
Tão de verdade.

(Troco poesia do tipo “simplesinha” por par de botas do tipo “uau!”, assim que você tiver seu próprio dinheiro e eu, menos vergonha na cara ainda).

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Olha quem está andando!

24 de abril de 2008

Filha, hoje você andou pela primeira vez. E a mamãe soube pelo interfone.

- Dona Bíbi, a Lara tá andando.

- Hum.

- Sozinha!

Achei que era exagero da babá e nem desci ao play. Ok, está andando, dois ou três passinhos, isso eu já vi. Todo mundo viu. Andando sozinha? Como assim, andando sozinha?

Quer dizer, sem mim?

Imagina. Não tinha um cordão que nos ligava até outro dia? Eu lembro, estava aqui limpando seu umbigo com álcool, foi ontem mesmo, ainda sinto o cheirinho.

- Pô, mãe. Precisava botar esse papo nojento de umbigo no meio do texto?

Você nem bem começou a andar sozinha e já está dando pitaco no meu texto, com essa cara de quem tem 14 anos e já pensa que tem 18. Pois saiba que eu, na sua idade...

- Mãããe! Alooo-ou! Coisa mais careta essa conversa de “eu, na sua idade”. Não se usa mais isso, sabia? Aliás, não se usa nem a palavra careta. Mas isso eu dou desconto, porque esse texto foi escrito no seu tempo, e...

No meu tempo? Como assim, no meu tempo? Desde que o médico cortou aquele bendito cordão, a sua quilometragem está rodando junto, viu? Portanto, é seu tempo também.

- Tá, eu digo no tempo em que você era jovem. Ops! Mais jovem.

Sabe o que te salva?

- Ser sua filha querida do coração?

Não. O que te salva é que você diz essas coisas dentro da minha imaginação.

- E se eu, algum dia, disser do lado de fora?

Você não seja doida. Que eu te engulo e começo tudo de novo, dentro da minha barriga.

- Ah, mãe. Justo agora que eu comecei a andar sozinha?