quarta-feira, 18 de junho de 2008

Babá

Estreando babá nova hoje. Tensão...

domingo, 15 de junho de 2008

Não contrariar os filhos (e estranhas desocupadas)

Fui ao supermercado com ela no carrinho. Peguei um pão e ela disse: “pão”. Eu concordei, é isso mesmo, o pão, e guardei embaixo do carrinho dela. Tratou de fazer um resmungo, queria o pão.

- Mamãe te dá o pão depois, tá? Agora vamos fazer compras.

Ela nem ligou, mas uma senhora que estava sentada tomando um café veio – acredite – me chamar atenção.

- Por que é que ela estava chorando?

- Ela não estava chor...

- Meu Deus, mas é uma boneca! Coisa mais linda!

- Diz “obrigada”, filha.

- Mas por que é que uma bonequinha tão linda estava chorando?

- Ela só deu uma resmungada básica porque queria o pão.

- E por que você não deu o pão a ela?

Respiro fundo.

- A senhora não se preocupe, eu vou dar depois.

Aí ela disse uma frase ótima que eu juro reproduzir fielmente:

- VOCÊ FAÇA TUDO QUE ELA QUISER, VIU?

Minha sobrancelha deve ter se pendurado na lâmpada – aliás, tenho que voltar lá para buscá-la uma hora dessas. Que mulher mais metida, petulante, inconveniente, sem noção e (preencha a lacuna)!

Mas o único esporte que pratico nessas ocasiões é mesmo o arremesso de sobrancelha ao teto. Não discuto com gente desconhecida. Adoraria distribuir meia dúzia de pílulas ácidas, minha ironia é um laboratório divertido, desaforado, sei que feio não faço. Acontece que sou aquele tipo de tímida que tem vergonha pelos outros e por mim mesma, então guardo tudo no bolso e venho comentar no blog.

Mas não pense você que, de vez em quando, eu não rodo a baiana. Aliás, a gaúcha.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cães e crianças

A convivência de crianças com cachorros pode ajudar a prevenir asma e alergias - é o que mostra a recente pesquisa feita com 3 mil crianças na Alemanha.

Leia a matéria no excelente Blog da Bolinha - aliás, ótima dica de leitura para quem curte cachorros e animais domésticos em geral. Sempre atualizado, bem escrito, original e bem humorado, nota 10!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Táááu, pcó-pcó!

- Ó! Ó! Ó!

É a primeira coisa que ela me diz quando chego no quarto de manhã. E aponta com o dedinho para as coisas, e vai dando os nomes.

- Ó! Pé!

Aponta o pé.

- Ó! Pepê!

Aponta a chupeta.

- Ó! Neném!

A boneca.

- Ó! Có-có!

A galinha do livro.

Chegamos na sala, ela me mostra a mamadeira. Enquanto preparo, mostra o leite. Enquanto bebe, faz pausas e mostra o bico.

- Ó! Mamá!

De repente ouço um barulho, ela pára tudo e se emociona.

- Táááu, pcó-pcó!

E acena com a mãozinha para a janela.

"Táu" é tchau. "Pcó-pcó" é helicóptero.

Quero lhe morder a bochecha!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Educação Postural para Crianças

Uma coisa que descobri completamente por acaso na internet e acho que tem a cara do futuro – e, portanto, dos nossos filhos. Esse psicólogo chamado André Trindade é fundador do Núcleo do Movimento (Pinheiros, São Paulo). Ele pesquisou fisioterapia e dança para se concentrar na Educação Corporal, sua principal atividade nos últimos 20 anos.

Conforme informa o site (ótimo, por sinal), trata-se de uma atenção dedicada aos movimentos do corpo, não só de forma mecânica, mas como importante instrumento de expressão. A saber:

(...)
“O movimento e o gesto recebem atenção especial em meu trabalho. É a partir deles que identifico as disfunções corporais e comportamentais. Grande parte dos problemas posturais estão ligados ao "mau uso do corpo": são gestos e posturas que realizamos de forma inadequada no nosso dia-a-dia.

Além dessa possibilidade, encontro freqüentemente questões psíquicas e emocionais que se expressam através do corpo. São somatizações e tensões emocionais que vão desorganizar a postura e comprometer o bom funcionamento do organismo.”


E por aí vai.

Todo conteúdo do site é interessante, mas eu gostaria de sublinhar a seção sobre educação corporal infantil nas escolas. Quando lista os objetivos “e responsabilidades” (achei a palavra acertadíssima) da implantação do programa, diz, no terceiro item:

“Estabelecer um campo de relação e escuta para além das palavras entre o adulto e a criança;”

E no quarto:

“Possibilitar a compreensão da noção de postura corporal relacionada à atitude comportamental e assim, através de exercícios corporais, regular funções tais como: concentração, atenção, interesse, apatia, hiperatividade e agressividade;”

Para concluir:

“Por fim educar a criança para o gesto coordenado e para a postura harmoniosa e saudável.”

Mas me cativou mesmo esta idéia: estabelecer um campo de relação e escuta além das palavras.

**

Agora corta para uma cena exclusivamente adulta.

Cheguei num encontro entre amigos, dias atrás. Um me perguntou como tinha sido a minha semana, como estava a minha filha e como andava a minha hérnia de disco (tudo ao mesmo tempo, sem respirar).

Comecei a dizer que tudo estava bem. A outra já me cortou contando da empregada que brigou com o marido. O outro pediu um chope e me cutucou para saber se eu queria. Respirei. Ele pediu dois e uma quiche, quis saber se eu gostava de alho-poró. Alguém elogiou minha blusa.

E tocava uma música de consultório de dentista (em volume de broca, dolorido).

**

Bom, a verdade é que ninguém escuta mais ninguém!

Portanto, qualquer pessoa que venha com a proposta de ensinar a arte da escutatória (seja além das palavras, como propõe o André Trindade, seja em cima, em baixo ou ao redor delas) terá meus R$ 10,00 na caixinha.

E meu eterno agradecimento por tentar fazer o mundo melhor.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Feira (roupinhas de bebê baratas)

Dei uma passada na Expo Bebê, a feira de bebê e gestantes que acontece de tempos em tempos aqui no Rio. Tem muita coisa de qualidade e, realmente, alguns preços compensam.



Carrinhos de bebê e outras big tralhas

Quando eu estava grávida e nós compramos o enxoval nessa feira, fiquei com a impressão de que as coisas “grandes” (carrinho, banheira, cadeira de refeições, etc) tinham preços mais ou menos equivalentes aos que encontramos nas “boas casas do ramo” ou nos sites. Claro que há opções baratérrimas, mas aí também mora o perigo: como a feira é imensa, há muita variedade de produtos e é fácil se enganar com a qualidade. O famoso barato que sai caro.

Portanto, a minha dica para as compras maiores é pesquisar a opinião dos usuários antes de investir em qualquer coisa. Dê uma volta na pracinha e observe os carrinhos de bebê; não se constranja em abordar uma mãe com questões sobre praticidade, conforto, portabilidade. Se você está grávida, aproveite! Todo mundo gosta de ajudar mulher grávida, conta pontos. Hoho.

Se você for meio acanhada - como eu -, vá aos fóruns da internet. Mas é sempre melhor ver de perto.

O grande problema dos carrinhos de bebê – e seus acessórios - é o sistema de fechamento. E isso você só consegue descobrir depois de usar o produto no dia-a-dia. Na loja, o vendedor faz aquela espécie de ginástica demonstrativa e vai dando o texto:

- Aqui é só fazer assim, aperte, puxe, clic, cloc, e pronto!

Quando você vê, o carrinho está encolhido a ponto de quase caber no bolso.

Soma-se a isso o fato de você estar exausta, esbaforida e acalorada no meio daquela multidão de barrigas e cotovelos espetando indiretas como: “sai da frente, vai ficar o dia todo aí?”.

Acaba correndo o risco de levar uma geringonça cujo design é um espetáculo - inversamente proporcional ao prazer que proporciona, mas isso você só terá chance de descobrir quando estiver chovendo, o salto quebrar, a criança chorar, o porta-malas não abrir e... Táxi com chuva, onde você já viu?

Roupinhas de bebê

Comprar roupinhas de bebê na feira pode ser muito proveitoso. Tem ofertas aos montes, é só ter calma para separar o joio do trigo.

Minha superdica (e não é jabá!) é essa loja chamada D’Bella For Baby. É a segunda vez que chego à feira e vou direto procurar o estande delas, e acabo comprando 70% do que preciso lá. O show room é em São Paulo.



A qualidade é claramente superior e você encontra ótimos preços; melhor ainda se comprar na estante de “últimas peças”, uma verdadeira pechincha. Claro que não é tão barato quanto aquelas malhas vagabundinhas que vendem de “balaio”, e que até servem para o bebê bater no dia-a-dia, mas a gente sabe que logo ficarão feiosinhas. No entanto, a diferença de preço nem é tão grande se você comparar os padrões.

Nessa loja eles trabalham com peças bordadas “na tradicional máquina de bordar de joelheira”, informa o site. São figuras coloridas lindinhas, que depois são recortadas à mão e aplicadas nas roupas de algodão. Os apliques ainda recebem uma plastificação; isso impede que desfiem após as lavagens.

Infelizmente, o site não faz jus ao capricho das peças. Há poucas fotos dos produtos, tudo meio de longe. Depois vou tirar fotos das roupinhas que eu comprei e colocar aqui para vocês verem.

Essa foto que eu tirei lá do estande ficou tremida, mas dá para ter uma idéia nesse primeiro macaquinho (com casaco) azul, e também no lilás. Aqueles quadradinhos são as tais aplicações bordadas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Expo Bebê e Gestante

Queridas,

a feira de roupinhas de bebê baratas começa amanhã na Barra e vai até dia 18.
Vamos?

Vai ser no Rialta - Av. das Américas, 9.650. Para quem vai em direção ao Recreio, é logo depois do hospital Rio Mar.

PS: Essa data já é uma remarcação; a justiça impediu a edição anterior com base numa ação movida pelo sindicato dos lojistas alegando concorrência desleal. Portanto, antes de sair de casa eu ainda vou dar uma última confirmada.