terça-feira, 22 de julho de 2008

Finalmente, invadiram meu Orkut

Invadiram a minha conta no Orkut, não sei com que finalidade. No lugar do meu nome apareceu uma palavra ilegível e, onde havia foto, puseram um bilhete assim: "tirei a foto porque o assédio era demais!".

Rá-rá.

Fiquei P* da vida e deletei a conta, claro. Perdi contato, de uma só tacada, com sei lá quantos amigos e conhecidos.

A vocês: desculpem!

Sou tão ignorante nesses assuntos que não sei se fizeram/fazem isso por algum prazer pessoal, ou se tenho inimigos ocultos na web, ou se é um robô que chupa a senha dos outros e depois, lá pela meia-noite, vai invadir a conta corrente para roubar meus dólares (pobrezinho). Não sei mesmo.

Por via das dúvidas, troquei todas as senhas da minha vida e já transferi os dólares para uma conta na Suíça. É questão de tempo, eu sei, daqui a pouco vai aparecer minha silhueta num quadradinho e os longos telefonemas (fazendo tricô com a minha mãe) no Jornal Nacional, um bafafá hiperbem-vindo que transformará de vez meu anonimato em passado perfeitamente deletável.

Não vejo a hora. Estava mesmo me sentindo muito rejeitada por nunca terem invadido minha conta no Orkut. Pega nem bem, né?

Manha para trocar as fraldas

De um tempo para cá, ela começou a reclamar na hora de trocar as fraldas. Enquanto era só um resmungo eu deixava passar, conversava e distraía um pouco, tudo bem. Mas a coisa foi complicando e se transformando em protesto. Ou seja, birra. Ou seja, manha.

Tive uma conversa séria com ela, expliquei que o bumbum não podia ficar sujo. Cada vez que eu perguntava “tá?” ela respondia, definitiva: “não.”

Filhota, a mamãe não está mais perguntando. Nós vamos combinar uma coisa. Não pode fazer manha nessa hora. E acabou-se.

(Me olhava, compenetrada).

Não fui rude, não levantei a voz, apenas expliquei que não pode e não pode mesmo. É mas ou menos como cantar de ouvido, você vai intuindo os caminhos melódicos. Repeti várias vezes o refrão: “nessa hora não pode fazer manha”.

E surtiu efeito. A gente pensa que eles não entendem, mas “é ruim” de não entenderem! Sacou tudinho, e tirei a prova no dia seguinte. Primeira troca de fraldas, ela começou a ensaiar a reclamação e eu apenas olhei bem sério e perguntei:

- Filha, lembra o que a gente conversou ontem? O que é que não pode fazer nessa hora?

E ela, animadíssima como quem adivinhou uma charada:

- Manhaaaaa!!!

Disfarçadamente, pegou uma boneca e começou a se distrair enquanto eu trocava a fralda. Danada!

sábado, 19 de julho de 2008

Blog de mãe

Um blog bem escrito, belo e doído demais. Blog de mãe. Aqui.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Voando baixo, mas voando!

Linda essa série do fotógrafo Jan von Holleben chamada Dreams os Flying. Ele realizou o "sonho" de algumas crianças, fotografando-as no chão como se estivessem voando.



Achei no Favoritos.

Mais fotos da série aqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Envelhecimento precoce - infantil!

Eu voltava do supermercado e um grupinho de crianças ia andando um pouco à frente das respectivas mães. Riam alto, gesticulavam – normal. Assim que passei por elas e ouvi o assunto, fiquei boba. Uma menina se queixava (com muito bom humor):

- Caraca! Eu envelheço muito rápido! Me lembro perfeitamente de quando eu tinha sete anos, parece que foi ontem. Daqui a pouco eu vou ser uma velha!

As outras achavam graça, quando um menino (mais novo) rebateu:

- Pior eu, que estou envelhecendo mais rápido que você. Ainda me lembro de quando eu tinha seis!

Vaias gerais.

- Aaaaah, não vale, né? Você só tem sete agora!

- É, e tem outra coisa: você é homem.

- E daí?

- Daí que homem envelhece mais devagar, todo mundo sabe.

As meninas eram maioria, sendo que a mais “velha” delas – que se queixava do envelhecimento precoce – devia ter, no máximo, uns nove anos.

***

Então. Em vez de ficar acusando a mídia e a indústria dos cosméticos, que costumam bombardear estúpidas observações subliminares sobre o envelhecimento como sinônimo de “avacalhamento”, vou pular para a cena seguinte. Corta para:

***

Elevador, domingo de manhã. Minha filha, meu marido e eu indo tomar o café na rua, felizes da vida porque conseguimos uma hora para dar uma escapadinha – programa em família.

Aquela luz de elevador, vamos combinar. Eu mal tinha dormido de sábado para domingo, mil coisas. Olhei o espelho e espetei, sem um pingo de consideração comigo mesma e com os demais:

- Tô véia. Cruzes. Tô véééia.

Ela não entendeu patavina, mas repetiu (porque repetir é seu esporte predileto no momento, e porque repetindo se aprende):

- Véééia!

Argh, que bela lição. A mãe se mira no espelho frio de uma manhã dominical e, fazendo cara de “que fiz eu da minha vida?”, lasca a sentença exagerada, injusta e inutilmente arrependida: tô véééia.

Isso é coisa que se diga aos 30? E aos 40? E aos 50? E aos 60?

Toma jeito, Bíbi.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Casaquinho no You Tube

A espera das mães

Esperas e surpresas de mãe... Seu Casaquinho, agora em videozinho.

Que acharam?
Beijos.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Balanço

Filha,

eu ontem sonhava que te via andando de balanço na pracinha. Minto! Eu ontem te vi, de verdade e ao vivo, andando de balanço na pracinha. É que parece que foi ontem quando eu sonhava, mas já faz o maior tempão, você ainda estava balançando dentro da minha barriga e eu nem sabia como seria esse seu rostinho tão risonho e entusiasmado andando de balanço na pracinha...

Como eu vou fazer para te explicar essas coisas do tempo quando você quiser saber, meu Deus?

Ai, o tempo.

Sabe quando você anda de balanço e a sua franja parece que vai voar no horizonte, mas na verdade não vai, mas você gosta de achar que vai, mas também tem um pouquinho de medo, mas é melhor continuar balançando e brincando de vai-não-vai-será-que-agora-vai?

Ai, o tempo.