Carrinho de bebê automático
Para mostrar aos nossos filhos e dizer: viu só como a mamãe (ou o papai), apesar de às vezes fazer (blá, blá, blá, acrescentar sua esquisitice preferida), é perfeitamente normal? Hehe.
Crônicas de maternidade - por Bíbi Da Pieve
Para mostrar aos nossos filhos e dizer: viu só como a mamãe (ou o papai), apesar de às vezes fazer (blá, blá, blá, acrescentar sua esquisitice preferida), é perfeitamente normal? Hehe.
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bibi
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Filhota,
o domingo amanheceu nublado e a mamãe também. Como explicar? Não é triste. Nem dor. Não é vermelho nem rosa. Não é doce, gelado, pontiagudo, claríssimo, pesado, grito, riso, acidez, palavrão.
Às vezes, bate um vento por dentro e algumas palavras que a gente saberia dizer de cor e salteado resolvem brincar de pique-esconde. Um simples “bom dia” vira bom... bom... bom das quantas, mesmo? Bom por onde? Bom quando? Mas continua sendo bom, só esqueceu o quê.
Você também vai acordar nublada uns dias. Uma coisa bacana de saber é que as palavras fogem , somem e se procuram umas às outras por conta própria, sem que a gente precise fazer muito esforço para achá-las depois. Sentir-se à vontade com as suas palavras é sempre recomendável, ainda que uma ou outra pareça mais implicante, tipo esta: crítica.
Quando você amanhecer nublada e a autocrítica vier espetar suas nuvens querendo fazer chover, não precisa brigar nem ameaçar contar para a mãe dela. Tem gente que dirá: ignore! E você até pode. Mas uma outra possibilidade é escutar atentamente, depois oferecer um docinho e contar borboletas na varanda. Ela se distrai num instante, e você volta para os seus afazeres sem maiores trovoadas.
Se não funcionar, aí você conta para a mãe dela mesmo.
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bibi
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Sei que o inverno já está passando, mas ainda acho que vale o post: ela usou tanto, mas tanto esses sapatinhos tipo meia-tênis (ou sapameia), com solado emborrachado! É uma delícia para o bebê que está apredendo a andar, e não fica caindo do pé como os calçados em geral, além de ser quentinho.
E os bichinhos são um sucesso à parte, claro.
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Adorei essa mesa porco-espinho! As crianças podem enfiar canetinha e giz-de-cera nos furinhos (e como elas adoram isso).
(Hella Jongerius - 2007)
***
Fonte: Revista Casa
Veja aqui outros móveis de designer famosos em versão infantil.
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bibi
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De uns tempos para cá, deu de preencher lacunas.
Bico... da mamadeira.
Roupinha... do neném.
Colo... do papai. (É sempre o do papai!).
Essas lacunas mostram que ela adquiriu – ou está assimilando – o sentido de posse. Também preenche com o próprio nome (biscoito... da Lara), mas ainda não começou aquele processo tão característico de brigar pelas coisas dizendo “é meu”; isso eu acho que vem daqui a uns meses, segundo a literatura.
(Desde que engravidei, vivo grudada na literatura especializada. Como sou muito organizada emocionalmente e evito surpresas a todo custo, pensei que saber tudo sobre a evolução do feto, do bebê e da criança fosse me poupar dos sobressaltos. Hoho. Quando já estava estudando a pré-adolescência foi que me dei conta: a única diferença é que, agora, me assusto com um livro na mão. Ufa. Seria péssimo me assustar de mãos vazias.)
Filha, você está formando frases. Notou que as palavras têm uma função para além de produzir sons engraçados e fazer a música do sapo que não lava o pé. E não pára por aí. Depois de formar frases inteiras, você vai inventar parágrafos e enveredar por outros capítulos. Vai argumentar, ponderar, classificar, desqualificar, questionar, filosofar, etc.
Mas não se preocupe, porque a mamãe vai fazer tudo isso com você. Principalmente o “etc”.
- Filhota, você tem certeza? Essa meia-calça não parece um cone de trânsito? Aliás, dois? Como assim é para combinar com os brincos de triângulo de segurança? Ai, desde que você aprendeu a preencher lacunas tem sido assim...
PS: Pelo amor de Deus, só não vá esquecer que as palavras também servem para produzir sons engraçados e fazer a música do sapo que não lava o pé!
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bibi
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Só hoje de manhã foi que eu descobri (sou um pouco tonta): esses algodões em bola, na verdade, são duendes disfarçados. Na calada da noite, dão-se as mãos e formam uma roda que gira, cada vez mais veloz, e daquele efeito é produzido um pozinho mágico.
Entoando canções misteriosas e emitindo sons que lembram sinos, levitam, com essa ciranda-cirandinha noturna, até o berço do bebê. E lá derramam o pó, uniforme e impecavelmente, de modo a causar o espichamento repentino das perninhas e bracinhos (que ainda ontem não mediam mais que um palmo), o engordamento súbito (pesava o que, quatro quilos?) e a expansão desmedida do vocabulário, que, há poucas semanas, restringia-se a nhéé.
Quem diria, os algodões em bola.
Se a gente chegar bem pertinho, pode detectar as orelhas.
***
Aqui, informações gerais sobre o trabalho dos algodões-duendes:
12 meses – Tem interesse pelas cores e coopera para se vestir. Entrega um brinquedo quando pedem e sua linguagem fica mais apurada. Dá uns passinhos, porém prefere engatinhar para explorar o mundo. Já pode fazer alimentação variada com a família, mas gosta de comer com as próprias mãos. Define gostos e aversões, pode ter menos apetite e lembra onde estão guardados seus brinquedos.
Estatura e peso médios:
Meninos: 75 cm e 10,1 kg
Meninas: 74 cm e 9,8 kg
15 meses – Tira brinquedos dos outros, anda e quer subir escadas sozinho. Gosta de imitar os adultos, rabisca no papel com lápis de cor ou caneta e se diverte com água. Usa bastante a palavra não. Corre, brinca com bola, anda para trás e aumenta o vocabulário. Começa a comer sozinho. Sente a ausência dos pais e gosta de ouvir várias vezes a mesma história ou a mesma música.
Estatura e peso médios:
Meninos: 77 cm e 10,6 kg
Meninas: 76 cm e 10,4 kg
18 meses – Sobe com facilidade em cadeiras, abre e fecha gavetas e brinca com o controle remoto da televisão. Adora rabiscar, escalar móveis e consegue tirar uma peça de roupa. Fica mais manhoso na hora de comer e aprende a usar objetos como o telefone. Tem por volta de 16 dentinhos e deve ser estimulado a treinar o controle de xixi e cocô. Repete quase tudo o que ouve, aprende a montar quebra-cabeças e consegue cantarolar as músicas de que gosta.
Estatura e peso médios:
Meninos: 80 cm e 11,1 kg
Meninas: 79 cm e 10,7 kg
24 meses – Tem percepção de quem é. Sobe e desce escadas, tira os sapatos e peças de roupa. Em geral a dentição de leite se completa. Faz malcriação e mexe em tudo. Chuta bola sem perder o equilíbrio, tenta impor suas vontades, passa a sentir ciúme e consegue estabelecer o controle da bexiga.
Estatura e peso médios:
Meninos: 85 cm e 12,1 kg
Meninas: 84 cm e 11 kg
36 meses – Pede para ir ao banheiro e gosta da companhia de outras crianças para brincar. Canta, reconhece cores e começa a se vestir. Explica bem as coisas e continua aprendendo com facilidade e por imitação. Percebe os sentimentos dos adultos, deve ter os 20 dentes de leite e sabe comer de garfo e colher. Gosta de contar e ouvir histórias. Segura o lápis como um adulto.
Estatura e peso médios:
Meninos: 96 cm e 14 kg
Meninas: 90 cm e 12 kg
Fonte (e veja as outras fases): Isto É
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bibi
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A ação decorre no quarto da menina, no período pós-banho. Mãe e filha estão em cena. Filha, um ano e meio, em cima do trocador. Mãe, 30 anos, à sua frente (pero no mucho).
Sinopse do argumento materno:
1. Minha filha, está na hora de pentear o cabelo.
2. Querida, vamos pentear o cabelinho agora?
3. Filha, bora pentear esse cabelo aê.
4. Filhota, a mamãe vai pentear o seu cabelo. NOW!
Não quer. Quer ela mesma “pentear”. Dou-lhe a escova na mão, ela se concentra e desliza nos cabelos, tão direitinho – mas com o lado certo voltado para cima. Acho uma gracinha e permito que brinque mais um pouco. Pronto, agora é hora de pentear de verdade. Ainda não quer. Faz nhé. Nhééé. Me olha, fulminante, com cara de não-sou-mais-sua-amiga.
Como sou mãe e não pega bem fazer “nhé” de volta, engulo o riso que quer sair e digo coisas que devo dizer. E sou tão organizada que digo em ordem.
1. Minha filha, está na hora de pentear o cabelo.
Agora ela cansou de ficar em cima do trocador, quer mamar, ver os passarinhos lá fora e dar a chupeta ao elefante cor-de-rosa – tudo ao mesmo tempo. E eu, que sou tão organizada, explico os antes e os depois, coisa que ela parece ouvir atentamente até que me faz uma pergunta crucial para o andamento do processo:
- Cai cai balão?
Agora ela quer cantar cai, cai, balão. Espera um minuto, a mamãe vai verificar em que ponto aparece essa música no repertório. Ah, sim! É justamente a trilha da cena em que a gente – adivinha? - penteia o cabelo.
2. Querida, vamos pentear o cabelinho agora?
Nisso ela está mordendo o cabo da escova, irredutível, e procura mosquitos no teto. Penso em quanto tempo já perdemos com isso, a hora marcada no pediatra, será que eu já peguei os documentos?
3. Filha, bora pentear esse cabelo aê.
Tiro a escova da mão dela, o que desencadeia um protesto melódico em forma de choro artístico, de modo algum convincente, mas suficientemente alto. Como sou mãe e não posso devolver melodias não convincentes, afino minha goela e mando um dó aveludado, prudente, central, materno e decidido.
4. Filhota, a mamãe vai pentear o seu cabelo. NOW!
Chegamos ao pediatra com 10 minutos de atraso. Ela ostentando um topete estilo arbusto e eu, com a maior cara de ópera, disfarçadamente assobiando em lá maior.
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bibi
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