Quando é chato ser mãe
Não tenho postado aqui ultimamente, e hoje resolvi pensar no porquê. Seria fácil fazer umas piadas e reclamar um pouco da vida – costumo misturar esses dois ingredientes com alguma frequência, vocês sabem -, mas resolvi dizer a verdade: tá meio chato ser mãe nesses últimos meses. Tá beeeem chato.
Como estou vivendo uma fase “tenho tudo que amo, amo tudo que tenho, e o resto estou conquistando”, não seria nada justo reclamar da vida. Mas o fato é que doença de filho não tem a menor graça, ainda mais quando é tão recorrente que você não tem tempo de se recuperar emocionalmente de uma, e já vem outra para atrapalhar o sono (literalmente) da família.
Graças a Deus, a Lara não tem nada de mais. Apenas que, desde o dia 01/05, tem praticamente “emendado” uma gripe na outra. Não tem altas febres, nem grandes complicações respiratórias: apenas dor de garganta, tosse, nariz escorrendo, catarro. E, quando começamos a respirar aliviados, basta passar uma semana frequentando a escola normalmente para que os sintomas reapareçam, detonando todo o processo outra vez.
Não sei se já comentei aqui, mas ela entrou para a escola no final de fevereiro, ao completar 3 anos. Depois de uma semana em adaptação, ficou doente e eu tive que mantê-la em casa por uns 10 ou 15 dias. Como fizemos uma viagem grande em março, e ela ficou com meus pais, resolvi mantê-la fora da escola mais um mês – para evitar novos contágios, e também para poupar meus pais do processo de adaptação, sempre cansativo. Ela não teve nenhuma gripe no período em que ficou em casa, e estava ótima quando voltamos da viagem.
Então, ela entrou definitivamente para escola no dia 12 de abril. Fiz a adaptação normalmente, e tudo ia muito bem nos primeiros 15 dias, até que ela pegou a primeira gripe. E a segunda, e a terceira, e a quarta...
Já a levei ao pediatra algumas vezes, e ele sempre diz a mesma coisa: é um quadro viral típico, ela está em contato com muitas crianças pela primeira vez na vida, etc. Acredito sinceramente nesse diagnóstico, mas não deixo de me preocupar (mãe de primeira viagem...) e sentir peninha dela. Além disso, as “gripes” andam rolando aqui em casa com uma frequência inédita: eu mesma fiquei gripada três vezes só no mês de maio, coisa que nunca tinha me acontecido antes!
Por outro lado, a maioria das mães de crianças pequenas que conheço estão se queixando do mesmo problema: a mudança de temperatura, as crianças fechadas nas salas de aula, o sistema imunológico dos pequenos ainda está se formando e... atchim! Outra vez.
É engraçado que, quando inventei o nome deste blog, só pensei em citar uma frase que toda mãe repete como um mantra, independentemente das condições climáticas. Agora, a verdade é que estou ficando neurótica e obsessiva, querendo controlar cada ventinho que a minha filha possa talvez receber na rua, ou na escola, ou na condução, ou em qualquer lugar ameaçador que não seja embaixo da minha asa.
É, tem sido meio chato ser mãe. Imagine ser filha.