quinta-feira, 3 de junho de 2010

Quando é chato ser mãe

Não tenho postado aqui ultimamente, e hoje resolvi pensar no porquê. Seria fácil fazer umas piadas e reclamar um pouco da vida – costumo misturar esses dois ingredientes com alguma frequência, vocês sabem -, mas resolvi dizer a verdade: tá meio chato ser mãe nesses últimos meses. Tá beeeem chato.

Como estou vivendo uma fase “tenho tudo que amo, amo tudo que tenho, e o resto estou conquistando”, não seria nada justo reclamar da vida. Mas o fato é que doença de filho não tem a menor graça, ainda mais quando é tão recorrente que você não tem tempo de se recuperar emocionalmente de uma, e já vem outra para atrapalhar o sono (literalmente) da família.

Graças a Deus, a Lara não tem nada de mais. Apenas que, desde o dia 01/05, tem praticamente “emendado” uma gripe na outra. Não tem altas febres, nem grandes complicações respiratórias: apenas dor de garganta, tosse, nariz escorrendo, catarro. E, quando começamos a respirar aliviados, basta passar uma semana frequentando a escola normalmente para que os sintomas reapareçam, detonando todo o processo outra vez.

Não sei se já comentei aqui, mas ela entrou para a escola no final de fevereiro, ao completar 3 anos. Depois de uma semana em adaptação, ficou doente e eu tive que mantê-la em casa por uns 10 ou 15 dias. Como fizemos uma viagem grande em março, e ela ficou com meus pais, resolvi mantê-la fora da escola mais um mês – para evitar novos contágios, e também para poupar meus pais do processo de adaptação, sempre cansativo. Ela não teve nenhuma gripe no período em que ficou em casa, e estava ótima quando voltamos da viagem.

Então, ela entrou definitivamente para escola no dia 12 de abril. Fiz a adaptação normalmente, e tudo ia muito bem nos primeiros 15 dias, até que ela pegou a primeira gripe. E a segunda, e a terceira, e a quarta...

Já a levei ao pediatra algumas vezes, e ele sempre diz a mesma coisa: é um quadro viral típico, ela está em contato com muitas crianças pela primeira vez na vida, etc. Acredito sinceramente nesse diagnóstico, mas não deixo de me preocupar (mãe de primeira viagem...) e sentir peninha dela. Além disso, as “gripes” andam rolando aqui em casa com uma frequência inédita: eu mesma fiquei gripada três vezes só no mês de maio, coisa que nunca tinha me acontecido antes!

Por outro lado, a maioria das mães de crianças pequenas que conheço estão se queixando do mesmo problema: a mudança de temperatura, as crianças fechadas nas salas de aula, o sistema imunológico dos pequenos ainda está se formando e... atchim! Outra vez.

É engraçado que, quando inventei o nome deste blog, só pensei em citar uma frase que toda mãe repete como um mantra, independentemente das condições climáticas. Agora, a verdade é que estou ficando neurótica e obsessiva, querendo controlar cada ventinho que a minha filha possa talvez receber na rua, ou na escola, ou na condução, ou em qualquer lugar ameaçador que não seja embaixo da minha asa.

É, tem sido meio chato ser mãe. Imagine ser filha.

domingo, 9 de maio de 2010

Feliz dia das mães!

Para as descabeladas do silêncio;
para as carecas do barulho;
para as que planejam a rotina em planilhas;
para as que apenas navegam do jeito que dá;
para as mães de primeira viagem;
para as avós de primeira necessidade;
para as que chutam o balde;
para as que mordem a língua;
para as que fazem tudo ao mesmo tempo;
para as que cumprem etapas;
para as que já são;
para as que ainda serão;
para todas, sem exceção...
E principalmente para a minha,
mas que sorte a minha!,
Aninha.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Virose de criança

Domingo ela chegou em casa enjoadinha e reclamando de dor de garganta. Meu sinal amarelo acendeu: vem resfriado, gripe, “virose” ou coisa do tipo. E não deu outra.

Na terça, a tosse apareceu. As três noites que se seguiram foram um tal de cochila, chora, tosse e tosse, não quer mais dormir - tem medo de não conseguir -, engasga, cospe, é catarro, mais tosse, xarope, supositório de Transpulmin... Quer ir para a sala e virar a madrugada vendo desenhos na TV, e nada alivia, nada! Imagina se o Bob Esponja o fará.

Meu carinho, então, vira um consolo bobo e inútil. E assim passamos a semana inteira – grudadas, exaustas, frustradas, enjoadas e espinhentas.

Como ela não chegou a ter febre, o diagnóstico não preocupa o pediatra. Deve ser uma virose boba. Acontece que me sinto absolutamente despreparada - como mãe, pessoa e ajuntamento de neurônios improdutivos – para lidar com a “bobice” de uma semana virando noites e rezando para a minha filha parar de tossir um minuto que seja.

Dizem que as mães são irracionais, desmedidas, sem noção. Pois fiquem tranquilas, eu sou tudo isso e muito mais: dramática, paranoica, irritadiça, frágil, vulnerável, idiota, tosca, mau humorada e imatura. Tenho ímpetos de pular pela janela, me escabelo por dentro, quero engolir minha filha e acomodar outra vez dentro da minha barriga para, quem sabe, outra vez grávida e ingênua, eu me esqueça de como é vê-la sofrer do lado de fora de mim.

É simples e impossível assim.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Presente de Dia das Mães

No café da manhã, perguntei a ela o que vou ganhar de presente de Dia das Mães. Preparem-se para a resposta.

"Ãhn... Uma vassoura!".

Sim, senhoras. Minha filha de três anos pretende me dar uma vassoura de Dia das Mães. Que mimo, não? Como sou corajosa e prudência não é meu forte, quis saber logo o que eu faria com a tal vassoura.

"Ué, você vai varrer o salão para o dia da festa!".

Sei que vocês suspiraram de alívio junto comigo. Já estávamos, vocês e eu, vendo esta pobre diaba estreando o novo meio de transporte aéreo, cutucando as nuvens com a ponta do nariz - ou com a verruga, o que for maior na ilustração imaginária de cada um. Nã-nã-não: haverá uma festa, isso sim. Brindemos.

Se há uma festa de Dia das Mães (ou assim imagina minha filha), já saio no lucro. Jamais mencionei comemoração alguma; apenas perguntei sobre o presente. Se ela associou uma coisa à outra, há de ser bom sinal... E, se me vê limpando o salão para o grande dia, o que pensar disso?

Bom, justamente, como eu ia dizendo, do ponto de vista poético, ou mesmo da função histórica, se entendermos a narrativa como um todo, resumindo, é o seguinte: ela me vê como uma fada bondosa que, após dias de caos intenso e sujeira desmedida, põe-se a organizar o recinto e consegue, enfim, a façanha de proporcionar à família, aos convidados - e, por que não?, à humanidade! - um momento de celebração incrível, desfrutando de um cenário impecável.
...
Putz, mas tudo isso eu podia fazer com uma varinha.
Tinha que ser vassoura?
Tinha?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Esperas

Por onde começar?

Uma viagem longa pela Europa (20 dias longe da minha filha, pela primeira vez nas nossas vidas!). Aptação na escola. Viroses que vão e voltam. Readaptação na escola. Trabalhos inesperados.

E um problema crônico de acesso à internet na nossa casa (sim, inadmissível!, e confesso que até trabalhar no computador da academia eu fui outro dia)... Um mico aeróbico, portanto.

Será que tudo isso justifica minha ausência absurda nesses últimos tempos?

Espero que não!
:o)

Voltarei com mais conteúdo e menos desculpas esfarrapadas. (Gostaram? Hein? Hein? please...).

sexta-feira, 5 de março de 2010

Festa Infantil - Parte II

Antes de continuar o post sobre Festas Infantis, faço uma observação fundamental: eu optei por não contratar uma empresa dessas grandes que “fazem tudo”, e resolvi produzir eu mesma o evento. Acontece que os meus convidados pequerruchos eram apenas 13, além de 22 adultos da família. Como a Lara ainda não tinha entrado para a escola, e não temos crianças na família além dela, tivemos apenas os amiguinhos aqui do prédio mesmo, todos entre 1 e 5 anos. Contando com os pais e acompanhantes das outras crianças, e arredondando, acabei fazendo uma festa para 50 pessoas. Não é um bicho de sete cabeças, ainda mais por termos um ótimo salão de festas e um playground com bastante espaço.

Isto posto, vamos aos detalhes.

BRINQUEDOS

Aluguei uma cama elástica (pula-pula) enorme, de 4m de diâmetro, de uma moça que arma todos os dias na pracinha aqui em frente e é extremamente profissional.

Os outros brinquedos eu escolhi na MS Aluguel de Brinquedos, que recomendo veementemente. Eles foram pontuais, cuidadosos ao montar tudo, e as monitoras foram extremamente simpáticas e atenciosas com as crianças. Optei por um kit básico para as crianças menores (que todos curtiram muito!), com casinha de bonecas, gangorra, escorregador, balanço, motoca e carrinhos, além de cadeiras e mesa com papeis e giz para desenhar. Também aluguei uma piscina de bolinhas, que é um “clássico” e fez igual sucesso com a criançada.






O BOLO eu encomendei com a Eunice (como ela não tem site, se alguém quiser pode me pedir o telefone). Eu achei lindo!

OS DOCINHOS vieram nas forminhas que eu escolhi para poder colocá-los em cima da mesa, sem precisar de bandejas, e estavam... deliciosos! Além disso, a Carol (A Doçaria) é um amor.





Quem arrumou a mesa assim foi a minha sogra, eu confesso que não saberia fazer tão belo!



OS SALGADINHOS encomendei na Lourdes Festas, que também recomendo com entusiasmo. Optei por um buffet “light”, sem frituras, mas eles têm de tudo, inclusive mandam as fritadeiras para que tudo saia quentinho e gostoso na hora certa. O garçom contratado por eles foi um sucesso. Depois de tudo acabado, quando vi, o rapaz estava na cozinha lavando o prato do bolo! Recomendo mesmo.

O SOM eu mesma arrumei - e operei na hora! -, com uma seleção de CDs infantis que comprei algumas semanas antes da festa. Confesso que me diverti muito dando uma de DJ (não basta ser mãe...), e a solução caseira me parece muito boa para quem, como nós, não quiser animadores e música alta para fazer as crianças “quicarem” ininterruptamente até sabe Deus quando...

A DECORAÇÃO foi completamente “intuitiva”, ou seja, eu comprei os itens que achava necessários – na Magazine 25 -, eles entregaram em casa impecavelmente. Na véspera da festa, minha sogra e eu decoramos o salão. Eu entrei mais com os braços e ela com o cérebro, confesso, porque não tenho o menor jeito para saber onde grudar cada personagem, casinha, florzinha, bola... Ah, forramos as mesas com toalhas coloridas de TNT, enchemos as bolas na manhã seguinte e ficou bem bonitinho.

Espero que o post e as indicações sirvam para ajudar alguma mãe/produtora a se aventurar pela gincana do "faça você mesma". Boa sorte!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Festa infantil - peça pelo número

Quando decidimos fazer a festa de três anos da Lara no salão do play, pela primeira vez, eu desconfiava seriamente que aquela “boa ideia” poderia se voltar contra mim. Estávamos sem babá, ela ainda não havia entrado para a escola, e eu tinha acabado de aceitar o convite para cantar em um evento grande, com uma banda que eu nunca tinha visto antes. Nesse contexto, virar produtora de festa infantil era até razoável, se eu tivesse um bom prazo para pesquisar, me organizar, fazer os orçamentos, planejar... Isso no mundo encantado dos meus sonhos tolos. Mas é claro que eu não tinha prazo nenhum.

A solução foi correr contra o tempo e a razão. Comecei a pesquisar no Google e, de cara, entendi que as festas infantis são temáticas. Inicialmente, achei que o tema pudesse ser a minha própria filha – afinal, a aniversariante -, mas que nada! Minha ingenuidade de mãe nascida no final dos anos 70 expirou e eu nem vi. Primeira lição: hoje em dia, tudo são personagens, e os cacarecos já vêm em “combos” – pratinhos, copinhos, balões, toalhas de mesa... Peça pelo número.


A difícil escolha do tema

Comecei a perguntar à principal interessada: “Filha, você quer que a sua festa seja de quem?”. E ela, obviamente: “Quero que seja MINHA!”. Eu sabia! As crianças simplificam, mas a indústria, sabe como é...

Expliquei que, segundo a indústria e os sites especializados, a festa poderia ser da Moranguinho, das Princesas, da Hello Kitty, dos Backyardigans... Para meu desespero, ela passou a manifestar uma preferência diferente a cada 30 segundos. Mostrei fotos na internet, pedi que apontasse o bolo mais bonito, o chapeuzinho mais fofo, os balões... Mas ela preferia assistir a um desenho no You Tube, e me deixava a ver navios com aquela parafernália temática ameaçando minha consciência de mãe boboca: qual desses vai fazer a minha filha mais feliz? Ora, bolas.

Depois de sonhar com o Mickey me mandando fazer 200 abdominais e um bolo derretendo na minha cabeça – ao mesmo tempo! -, entendi que deveria pular essa etapa decorativa e ir direto ao que interessa: comida e brinquedos. Ora, balas!

Arrumei ótimas indicações e parti para o telefone, crente que o contato humano seria meio caminho andado para a produção do evento. Mas fui barrada, sistematicamente, pela pergunta intrigante que mais ouvi dos fornecedores especializados:

- Quais são as cores da sua festa?

Meu Deus! Nem a comida está livre da ditadura do “será que vai combinar”? Até a cama elástica faz questão de se vestir com as cores do tema da festa dos personagens da... gente, cadê a minha filha nesse treco?

Enchi a paciência e determinei: o tema será os Backyardigans, porque ela adora o desenho, sim, mas também porque são os mais coloridos. Foi então que encontrei o meu fornecedor virtual de produtos para festas infantis: o site da Magazine 25. Fui lá e selecionei alguns itens principais dentro do “tema” (chapeuzinhos, máscaras para dar de brinde e a toalha da mesa principal), e o resto eu fui escolhendo de VÁRIAS CORES. Copinhos, guardanapos, pratos e talheres NÃO respeitaram a ditadura das cores-que-combinam. Enchemos o salão de balões coloridos variados – afinal, isto é uma festa infantil ou o quê?

Em breve, parte II.