segunda-feira, 12 de maio de 2008

Expo Bebê e Gestante

Queridas,

a feira de roupinhas de bebê baratas começa amanhã na Barra e vai até dia 18.
Vamos?

Vai ser no Rialta - Av. das Américas, 9.650. Para quem vai em direção ao Recreio, é logo depois do hospital Rio Mar.

PS: Essa data já é uma remarcação; a justiça impediu a edição anterior com base numa ação movida pelo sindicato dos lojistas alegando concorrência desleal. Portanto, antes de sair de casa eu ainda vou dar uma última confirmada.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Exames de bebê

Exames de rotina: urina e fezes

Foi a nossa primeira vez. As fezes são mais fáceis, você só colhe o material na fralda, põe no copinho coletor e leva ao laboratório. A urina é um pouco mais chatinha, já que é preciso levar o bebê ao laboratório. Lá, uma funcionária põe um saquinho plástico dentro da fralda (tem uma cola que vai na virilha para não vasar), e aí é só esperar. No nosso caso, esperar muito.

Papai e mamãe deixaram para almoçar depois do laboratório. Roxos de fome, e ela nada.

- Mais um pouco de água, filha?

Ela bebia um gole e logo se distraía com os brinquedos. E nada do xixi. Passou meia hora. Quarenta minutos. Recebemos um pacotinho “Kids” com lanchinho. Detonei os biscoitos salgados. Fiquei de olho nos doces, mas tive idéia melhor.

- Vamos dar os doces para ela! Dá sede. Vai beber água e fazer xixi.

Comeu os biscoitos, bebeu meia mamadeira de água. Passou uma hora, zero xixi.

- Depois de uma hora nós precisamos substituir o saquinho – avisou a moça simpática.

Pronto, venceu o saquinho. Tira o saco, bota outro saco. Fome, fome. Cheguei bem perto dela, como quem não quer nada e...

- Sssshhhhhhhh!!! Ssshhhhhhh!!!

- Que é isso?

- Barulho de cachoeira. Tiro e queda. Ssshhhhh!

Necas.

Uma hora e meia depois, urinou lindamente e pudemos deixar o recinto.

Almoçamos, cada qual um boi.

***

Recomendo o Laboratório Lâmina para exames de bebê. Algumas unidades, como essa de Botafogo, têm uma área pediátrica (Lâmina Kids) com atendentes muito gentis que lidam com as crianças. Para distraí-las, um parquinho todo decorado e divertido, cheio de brinquedos, coisas penduradas pelas paredes e uma pequena TV passando desenhos num volume muito agradável. Nota mil.



Para os papais, cafezinho e pufes.

Os resultados dos exames EAS e parasitológico saem no dia seguinte. Não precisa marcar hora.

As outras unidades com ambiente pediátrico são: Aropador, Barrashopping, Ipanema e Niteóri (Icaraí).

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Promoção Dia das Mães

Recebo promoção por e-mail: "deixe sua mãe mais bonita com perfumes, maquiagem e muito mais".

Caríssimos, o negócio é o seguinte. Do jeito que está, já dizem que ela parece minha irmã. Se consigo fazê-la ainda mais bonita, são capazes de dizer que parece minha filha!

Compensa, não.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Caixa dosadora de leite em pó

Da série: Bugigangas! Não vivo sem.

Distraída, descobri por acaso, nas Americanas da vida, essa tal caixinha dosadora de leite em pó (o nome veio através do Google, eu não fazia a menor idéia). Estava lá, num balaio enorme, e custava cerca de R$ 2,00. Achei curioso e me encantei de primeira, é realmente muito prático!



Tem três compartimentos separados. A tampa você gira, e direciona sua (única) abertura para o compartimento que desejar. Daí é só virar o pó dentro da mamadeira com água e está pronta a refeição.

Descobri um pouco antes da viagem, e foi o melhor negócio. No avião, no hotel, em todo lugar - facilita muito a nossa vida. Deixar as coisas prontas com antecedência é sempre bom quando se tem um bebê faminto nos braços.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Vendo poesia usada, motivo: botas novas

Filhota

O dia das mães se aproxima
E eu vi um par de botas na vitrine

(Uau! Só digo isso)

Mas você hoje me deu um abraço
Está bem, eu pedi
Está bem, quase implorei!

Mas você, você, vocezinha
Com esse seu um ano e pouquinho e só
Como poderia entender?

(Marrom, de cano alto, bico redondo)

Quando vi - e eu nunca tinha visto antes
Você veio vindo com os dois bracinhos
E se enroscou no meu pescoço, assim
Deitou o rosto no meu ombro, assim

(Pareciam tão confortáveis, eu andaria quilômetros com aquelas botas!)

E o melhor de tudo:
Você era, minha filha,
Tão de verdade.

(Troco poesia do tipo “simplesinha” por par de botas do tipo “uau!”, assim que você tiver seu próprio dinheiro e eu, menos vergonha na cara ainda).

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Olha quem está andando!

24 de abril de 2008

Filha, hoje você andou pela primeira vez. E a mamãe soube pelo interfone.

- Dona Bíbi, a Lara tá andando.

- Hum.

- Sozinha!

Achei que era exagero da babá e nem desci ao play. Ok, está andando, dois ou três passinhos, isso eu já vi. Todo mundo viu. Andando sozinha? Como assim, andando sozinha?

Quer dizer, sem mim?

Imagina. Não tinha um cordão que nos ligava até outro dia? Eu lembro, estava aqui limpando seu umbigo com álcool, foi ontem mesmo, ainda sinto o cheirinho.

- Pô, mãe. Precisava botar esse papo nojento de umbigo no meio do texto?

Você nem bem começou a andar sozinha e já está dando pitaco no meu texto, com essa cara de quem tem 14 anos e já pensa que tem 18. Pois saiba que eu, na sua idade...

- Mãããe! Alooo-ou! Coisa mais careta essa conversa de “eu, na sua idade”. Não se usa mais isso, sabia? Aliás, não se usa nem a palavra careta. Mas isso eu dou desconto, porque esse texto foi escrito no seu tempo, e...

No meu tempo? Como assim, no meu tempo? Desde que o médico cortou aquele bendito cordão, a sua quilometragem está rodando junto, viu? Portanto, é seu tempo também.

- Tá, eu digo no tempo em que você era jovem. Ops! Mais jovem.

Sabe o que te salva?

- Ser sua filha querida do coração?

Não. O que te salva é que você diz essas coisas dentro da minha imaginação.

- E se eu, algum dia, disser do lado de fora?

Você não seja doida. Que eu te engulo e começo tudo de novo, dentro da minha barriga.

- Ah, mãe. Justo agora que eu comecei a andar sozinha?

sábado, 19 de abril de 2008

Cisma de bebê

É tão engraçadinho: eles aprendem por repetição e vivem sendo inéditos. Nunca vi coisa mais repetitiva – e menos repetitiva - que um bebê de um ano. Parece que o mundo é uma grande cisma. Palavras. Sílabas. Pessoas. Tudo é cisma. E, de tanto cismar com o velho, aparecem com uma novidade a cada momento.

- Filha, esse é o hipopótamo.

Eu adoro dizer palavras complicadas só para ouvir o jeito simplificado e fofo que ela inventa para pronunciá-las.

- Popó. Popó. Popó.

Pronto, cismou com o hipopótamo.

- Isso mesmo, querida. Hipopótamo.

- Popó. Popó. Popó.

Ela está com o dedinho indicador sobre a figura redonda do hipopótamo, como se quisesse me mostrar. Acho que já não lembra que fui eu quem mostrou primeiro, ou não se importa com isso. Para incentivar, demonstro surpresa.

- Ah, é? Esse é o hipopótamo? Mesmo?

- Popó! Popó! Popó!

Repete, animadíssima. Dedinho na figura, olhos arregalados.

- Você achou o hipopótamo aí, foi? Mas que menina esperta!

- Popó! Popó! Popó!

Acabo me animando com a alegria dela e tenho vontade de mostrar hipopótamos nas enciclopédias, dizer o que comem, procurar quanto pesam, achar vídeo no You Tube, hipopótamos que cantam, cozinham, como dormem, hipopótamos de todas as cores, comprar hipopótamos de pelúcia, chocolate, marzipan...

O melhor da cisma dos bebês é ser adoravelmente contagiosa.