quarta-feira, 1 de abril de 2009

O jogo do choro – “Crying game”

A verdade é que ninguém nos ensina a dosar a atenção que damos aos nossos filhos. De repente ela aparece pedindo que eu veja o bombom de massinha de modelar que acabou de fazer para a boneca Sofia, e aquilo lhe parece tão urgente quanto uma dor aguda qualquer. Ela quer que eu veja, resolva, solucione, aprove ou reprove o bombom de massinha. Agora!

Quanto disso é urgente mesmo? Quanto é mero capricho? Quanto devo limitar; quanto posso ceder e dar a atenção, mesmo que por um minuto? E, ainda, um lado muito pouco abordado da questão: quanto de mim está realmente disponível nesse momento? Sim, porque sou mãe, mas não sou feita 100% de maternidade.

Negociar com criatividade, estabelecer limites, pensar e plantar as normas que vão começar a reger o comportamento social daqui em diante – e ainda cuidar do pedaço "mim-mesma" dessa história. Trabalho pesado! E olha que ela só tem dois anos.

E olha que ela já tem dois anos.

PS: Por falar em comportamento infantil (em especial, a demanda por atenção), este vídeo é imperdível.

3 comentários:

todoyda disse...

Oi Bibi, pois esta é a grande questão de ser pai, saber se estaremos dispostos a nos dar aos filhos que teremos, sem perder nossa individualidade.
Parece dúbia, mas esta é a realidade.
Eu esperei 11 anos de casamento para ter o primeiro filho, pq antes queria viajar, curtir, namorar muito, estudar, crescer na carreira, sem me preocupar com um serzinho que precisaria muito de mim.
E foi ótimo, inclusive a gravidez eu passei sem trabalhar, por opção.
bjks
Cristiane Fetter ou @cristianefetter

Angélica disse...

É Bibi, talvez seja esse o "doce" dilema que a maternidade nos apresenta. Esses dias estava quase por desistir de fazer minhas sonhadas caminhadas (que demorei 5 anos para realmente por em prática) por conta de um agarramento que meu filho tem comigo quando estou prestes a sair. Sei que é um pouco de manha, que ele vai ficar super bem com o pai, e afinal de contas é só por 1 hora 3 vezes na semana. Mas mesmo assim, saio com o coração apertado, pensando toda vez em desistir. Mas por enquanto vou prosseguindo e tentando me livrar dessa "culpa" (que se soma àquela de trabalhar fora, ter pouco tempo, bla, bla, bla).
Beijos e boa sorte pra você com sua mocinha de 2 anos.
OBS: esse vídeo é ótimo! Já tinha visto mas toda vez dou muitas risadas! Nos olhos dos outros ..., rss.

bibi disse...

Cristiane, Angélica, eu acho que é isso mesmo! A vida adulta segue em paralelo, e também é importante para eles que estejamos realizadas(os) - afinal, já que somos o exemplo prático que eles têm dentro de casa, é preferível que esse exemplo seja animador...
:o)
Desistir das caminhadas, JAMAIS! Você faz muito bem, Angélica!
Beijos.